Recentemente assisti uma palestra na ESPM sobre Inovação e Mudanças. Excelente material! Compartilho algumas reflexões sobre a palestra e sobre meus estudos, principalmente nas áreas de Marketing e Sustentabilidade. Inovação, mudanças e o que CEOs de grandes empresas acham que vem por aí
Continuar lendo Comentar PodcastRecentemente assisti uma palestra na ESPM sobre Inovação e Mudanças. Excelente material! Compartilho algumas reflexões sobre a palestra e sobre meus estudos, principalmente nas áreas de Marketing e Sustentabilidade.
Inovação, mudanças e o que CEOs de grandes empresas acham que vem por aí
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Sabe aquelas resenhas de livros que você vê aqui? Pois é, essas e muitas outras resenhas que tenho publicado estarão a partir de hoje em um único site: o Justale Resenhas de Livros! Acessem e confiram: http://www.justale.com.br/livros. Vocês também querem escrever no site? Então sem problemas, criei um espaço para vocês escreverem suas resenhas lá!
Divulgaremos os blogs de quem participar! :)
Vejam abaixo, telinha em miniatura do site. Aguardo vocês lá.
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Esta semana eu estava conversando com meu ex-professor de marketing da ESPM e este assunto do “Paradoxo da Escolha” veio à tona. Foi aí que tive a idéia de escrever uma resenha e um especial sobre este assunto aqui no Visão de Marketing. Aproveite o especial! Aguardo seu comentário.
Publicado em 2004, o livro “The Paradox of Choice: why more is less” (O Paradoxo da Escolha: porque mais é menos) de Barry Scwartz é um “must-read”, principalmente para quem trabalha com marketing, administração e inteligência de mercado. O autor é um psicólogo, professor de Teoria Social e Ação Social da Swarthmore College, na Pennsyvania, EUA. Ele estuda um dos grandes mistérios da vida moderna: por que nas sociedades onde há liberdade e uma variedade de opções de escolha nunca antes vistas (tanto em termos pessoais, quanto profissionais e materiais) - os indivíduos não se sentem mais felizes. Ao contrário, o número de pessoas com transtornos de ansiedade e depressão cresce a cada dia. De acordo com a sabedoria popular, quanto mais opções de escolha temos, mas oportunidades para exercer nossa liberdade e maiores são as chances de sermos felizes. Será? Barry Schwartz defende justamente o contrário. Segundo ele, é essa abundância de opções de escolha que há na sociedade moderna que está nos tornando cada fez mais infelizes (e ansiosos).
O psicólogo argumenta que a infinidade de opções de escolha com que nos deparamos todos os dias é paralisadora e está exaurindo a psique humana. Pense por exemplo, no número de escolhas que você é obrigado a fazer todos os dias desde que acorda de manhã. Na hora de escolher que café comprar, que tipo de leite, qual das centenas de opções de pão… Qual das centenas de opções de sabonete escolher na prateleira do supermercado. O que dizer então das opções de shampoo (aqui um caso à parte, já que a indústria do shampoo precisa continuamente produzir novos produtos e embalagens - Alguém lembra do mito que até hoje vigora para muitas mulheres de que ‘lavar o cabelo todo o dia com o mesmo shampoo vicia’? É um mito ainda e ignorá-lo traria muito prejuízo para a indústria. Está aí um bom assunto para um próximo post!), pois bem e o que dizer então das opções de desodorante? Antitranspirante? Em roll-on? Em creme? Aerosol? Com ou sem perfume? Do tipo que branqueia axilas ou aquele que as hidrata?
Enfim, as escolhas de consumo mais simples do dia-dia acabam se tornando uma tortura. Na abundância de opções passamos a vida questionando nossas escolhas. Desde relacionadas com o tipo de café que compramos até com o tipo de profissão que escolhemos, de cidade, de relacionamentos… Lembra até um continho do livro “Dois Palitos”: “e se eu fizesse, e se eu fosse, e se eu, e se… morreu na hipótese”
Escolher, hoje em dia, demanda uma energia muito grande, nos deixa exaustos. Questionamos nossas escolhas até antes mesmo de nos decidirmos, de experimentá-las. E passamos a acreditar que nossos fracassos são sempre culpa de escolhas erradas que fizemos. Que “se” tivéssemos escolhido outra opção isso não aconteceria. Ou seja, a abundância de escolhas fragiliza a felicidade. E tende a pior, já que se analisarmos que a tecnologia e os processos estão cada vez mais fáceis de copiar, a tendência é que tenhamos produtos cada vez mais semelhantes em algumas áreas.
O paradoxo, então, é que pensamos que queremos mais escolhas, mas quanto mais opções temos menos satisfeitos ficamos.
Segundo Schwartz, quatro são as possíveis razões para a nossa insatisfação com relação ao grande número de opções:
1) O custo da oportunidade. Ao fazermos uma escolha baseada em um grande número de opções precisamos abrir mão de todas as outras. Analisando apenas duas opções, por exemplo, podemos determinar mais facilmente (e rapidamente - tempo é dinheiro!) os prós e contras de cada uma. Mesmo assim, você percebe que escolhendo uma, você estará invariavelmente perdendo alguma coisa que a outra não possui. É o chamado custo de oportunidade: quanto mais alternativas você considera, maiores os custos de oportunidade de uma decisão.
2) Arrependimento. O ato de não escolher é, por si só, uma escolha. Portanto, não nos arrependemos somente do que escolhemos, mas também do que deixamos de escolher. Assim, um infinito número de possibilidades diminui o prazer das escolhas.
3) Capacidade de adaptação. E se a escolha que parecia a mais sensata até ontem, hoje nos mostra ser o pior que poderíamos ter escolhido?
4) O peso da comparação. Como estamos nos comparando o tempo todo com as outras pessoas, acabamos concluindo que a grama do vizinho é sempre mais verde.

Schwartz divide os consumidores em maximizadores e satisfazedores. Os maximizadores buscam a qualquer custo a opção mais vantajosa sempre – vasculham todas as lojas em busca da meia com o melhor custo/benefício. Os satisfazedores, por outro lado, assim que encontram a opção que lhes pareça a melhor, param de procurar. Advinha qual dos grupos tende a ser menos felizes com as decisões? Os maximizadores, claro!
E a relação disso com o marketing?
No livro há uma série de pesquisas relatadas sobre as experiências de compra e o comportamento do consumidor diante das opções. Numa das pesquisas, foram apresentadas em uma mesa uma variedade enorme de geléias, enquanto que na outra mesa, apenas 6 opções eram oferecidas. Embora a mesa com o maior número de opções também tivesse tido o maior número de experimentação, as vendas foram maiores na mesa com apenas 6 opções expostas.
Ou seja, o consumidor não quer mais gastar tanta energia na experiência da escolha. E ainda voltar para casa questionando se não teria sido melhor ter escolhido outra opção. Ofereça opções sim, mas em um número que não deixe o deixe perdido, que não o exauste no processo de escolha, que facilite o processo de escolha!
Quer ver um outro exemplo?
Com tanta opção disponível emerge a geração “Trialist“. O nome já diz tudo, bem de “try” (tentar, experimentar, em inglês) que é formada por consumidores que querem experimentar todas as novidades possíveis (”em dúvida, leve todos”).
Isso fica mais visível se imaginarmos que os jovens estão transitando em um número maior de tribos e conseqüentemente, experimentando produtos de várias tribos diferentes.
Um exemplo interessante de uma empresas que está adaptando seus produtos a esse perfil de consumidor é o da Pizza Hut na Inglaterra, onde as pizzas podem conter até quatro sabores diferentes. Experimentando mais, de uma única vez, permite também que o consumidor possa, na próxima experiência de compra, escolher de maneira mais rápida e fácil, com menos gasto de energia e stress. Afinal, o consumidor já tem muitas coisas com o que se preocupar.
Se você ainda não definiu as estratégias de comunicação e marketing para sua empresa, sinta-se à vontade para entrar em contato comigo!
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Palestra interessantíssima ministrado pelo psicólogo Barry Schwartz, sobre o paradoxo da escolha.
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Dica de evento: Já imaginou conhecer pessoas interessantes, manter conversas inteligentes e fazer networking enquanto joga sinuca? Pois esta é a idéia do Sinucamp. A primeira edição do evento acontecerá na próxima na sexta feira (05/09) a partir das 20h. Trata-se de um encontro de blogueiros, twitteiros e geeks em geral que tem em comum o gosto por um bom papo durante uma boa partida de sinuca. O encontro será no Tati Snooker, que fica na Avenida Santo Amaro, 1308, em São Paulo, SP. Participe!
Mais informações no site: http://www.sinucamp.com.br
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A Espanha está na mira da imprensa inglesa, que criticou anúncios do patrocinador do time de basquete daquele país, nos quais os atletas aparecem puxando seus olhos, numa referência aos chineses. Veja abaixo:

Este fato, que a princípio pode parecer sem muita importância, pode atrapalhar os planos de Madrid para sediar os Jogos Olímpicos de 2016. O diretor de comunicação da campanha Madrid 2016, Juan Antonio Villanueva, para tentar minimizar os efeitos, fez uma declaraão onde garante que a Espanha não é um país racista.
Como se vê, nesta época do politicamente correto, todo o cuidado é pouco.
Fonte: Meio&Mensagem
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Semana passada postei um artigo aqui no site sobre a pesquisa da People & the Press sobre o consumo de notícias. Fiquei espantada com os resultados que indicaram que a queda na leitura das versões impressas de jornais foi maior que o ganho na leitura das edições online. No final de semana, para completar, li um artigo do Slate intitulado “O que está matando os jornais?”. No início fiquei assustada com o título. Lembram quando surgiu o videocassete? Todos diziam que ele mataria a indústria do cinema. Hollywood até tentou boicotar o produto. Pois bem, matou? Não. Mais tarde, com o surgimento da internet, especulava-se que ela mataria a mídia impressa. Matou? Obviamente que não.
É preciso muito cuidado ao analisar essas questões. Apesar de as vendas de jornais e revistas terem caído (inúmeras pesquisas tem comprovado isto), eles não desaparecerão. O que acontece é que precisarão, como toda a empresa, se adaptar às mudanças da tecnologia e da sociedade. Mas como fazer isso? Antes de qualquer coisa, para vencer é preciso analisar o cenário. E, para tanto, precisamos saber:
O que está causando essa queda na audiência dos jornais?
Os jornais estão perdendo o que chamamos de ”Social Currency” (capital social, em português). Mas por que? As razões são várias. A informação hoje em dia não está concentrada em apenas uma mídia, em apenas um jornal. Lembram do tempo em que era preciso comprar um jornal ou revista para saber o que estava acontecendo no mundo? Com o advento da internet, basta digitar um endereço e voi lá, com apenas um clique você tem edições inteiras de jornais e revistas à disposição.
>> Veja a opinião de donos de bancas de jornais. Se o vídeo não baixar, clique aqui.
Além do que, muitas vezes essas notícias são veiculadas muito mais rapidamente na internet do que na mídia impressa. Para quem não gosta de ler as notícias, há milhares de canais de televisão que transmitem programas gravados e/ou ao vivo, inclusive noticiários. E eles podem ser vistos no horário em que for mais conveniente para você. Lembra do que falamos neste artigo? Com a proliferação de dispositivos portáteis de alta tecnologia, que permitem acessar TV e canais de vídeo na internet, então…
O que fazer para vender mais, mantendo a qualidade?
Padrão de qualidade e confiabilidade, segmentação e diferenciação são algumas das alternativas, que fazem com que alguns jornais sejam referências nas suas áreas. Gazeta Mercantil e Valor Econômico, por exemplo, cujas as análises e previsões sobre o mercado, que são fundamentais para quem trabalha com marketing e negócios, são muito bem elaboradas e se constituem em um diferencial bem mais difícil de ser copiado do que apenas preço. Lembram do Seth Godin?
Outra coisa que sempre questionei, principalmente depois que vim para São Paulo, é o tamanho e a portabilidade dos jornais. Muita gente já começou a notar que o formato de jornal com vários encartes, além de caro é muito pouco portável e a quantidade de informação que há nele é quase impossível de ser lida em um único dia (isso se você trabalha dia e noite, estuda, come, dorme…). Além do que, e também já falamos sobre isso aqui, a sociedade tenderá a cobrar um uso mais racional para o papel (sustentabilidade, meio-ambiente…). Proporcionar edições mais enxutas e baratas do jornal pode ser uma saída. Mas não deve ser a única…
Utilizar a internet para estreitar o relacionamento com o leitor e aumentar o valor de marca é fundamental! Comunidades, sites, blogs… tudo isso pode ser bem aproveitado por jornais (desde que com o planejamento e execução corretos). Um dos grandes trunfos dos jornais que já estão consolidados no mercado é a reputação de fonte de informação confiável e relevante. Um exemplo de estratégia pode ser casar a agilidade da internet com as ferramentas que ela disponibiliza e oferecer material extra sobre matérias do jornal, blogs, comunidades, slideshows, podcasts, videocasts…
>> E fica aqui uma dica de site sobre essa questão. O Newspapernext - http://www.newspapernext.org/.
Quem não tiver uma boa estratégia não permanecerá para contar a história.
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